Estudo Revela Que 7,1% dos Usados Em Portugal Têm Uso Intensivo
Um estudo recente promovido pela carVertical revela que 7,1% dos veículos verificados na plataforma em Portugal durante o período de 2025-2026 registam um uso intensivo. A análise considera veículos de uso intensivo aqueles que superam a fasquia dos 36 mil quilómetros percorridos por ano ou três mil quilómetros por mês.
Muitos destes automóveis integraram frotas empresariais, serviços de aluguer, frotas de TVDE, táxis ou empresas de entregas. Apesar de apresentarem frequentemente uma imagem exterior cuidada, a utilização severa em meio urbano submete componentes cruciais como travões, suspensão, embraiagem e motor a um desgaste acelerado.
O estudo identifica o Peugeot 5008 como o modelo com maior taxa de uso intensivo no mercado nacional, com 24,19% das unidades analisadas a ultrapassarem os 36 mil quilómetros anuais. O ranking prossegue com o Peugeot 2008 (23,05%), Peugeot 308 (14,33%), Mercedes-Benz Classe C (14,05%) e Mercedes-Benz Classe E (13,70%).
"Se um veículo relativamente novo tem uma quilometragem estranhamente elevada, é muito provável que tenha pertencido a uma frota de empresa ou sido utilizado para TVDE, serviços de entregas ou outros serviços", declarou Matas Buzelis, especialista em mercado automóvel da carVertical. O responsável alerta ainda para a necessidade de realizar uma inspeção rigorosa em oficina antes de fechar negócio.
Por seu lado, Ricardo Silva, diretor comercial da AutoLine, salientou que o principal risco não reside unicamente na quilometragem acumulada, mas sim na tipologia de utilização e no histórico de manutenção. Uma viatura com maior número de quilómetros realizados maioritariamente em autoestrada e com revisões em dia pode apresentar melhor estado mecânico do que um veículo de menor quilometragem submetido a trajetos urbanos exigentes sem manutenção regular.
O relatório chama também a atenção para o risco associado aos veículos importados. A falta de partilha sistemática de dados automóveis entre países dificulta a deteção de passados profissionais exigentes ou eventual adulteração do conta-quilómetros, tornando indispensável a consulta do histórico documental da viatura.
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